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SNA na Biofach 2011

O mercado brasileiro de orgânicos, apesar do potencial, está sendo prejudicado pela falta de inovação, parcerias e identidade. É o que constatou a diretora da Sociedade Nacional de Agricultura, Sylvia Wachsner, em recente visita à Biofach de Nuremberg (Alemanha), a maior feira de negócios de produtos orgânicos do mundo.
De acordo com a coordenadora do Projeto OrganicsNet, “diversos países latinoamericanos, que estiveram presentes ao evento, se destacaram com produtos específicos, com maior valor agregado, e muitas vezes concebidos por meio de parcerias que ajudam a manter uma forte identidade, no entanto o Brasil exporta produtos sem preocupação em termos de inovação, marketing ou prospecção de uma identificação de origem da marca”. ParaSylvia Wachsner, se o país quiser ganhar espaço no mercado externo, terá de trabalhar maisa valorização de seus produtos orgânicos, desde o conceito à identidade visual para consumo. “Infelizmente, falta uma vi-são empresarial macro”, adverte a diretora da SNA. Este ano, dez empreendimentos da agricultura familiar de diferentes regiões do país participaram da Biofach, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Produtores brasileiros ocuparam um estande de 112 metros quadrados para expor e promover sessões de degustação dês ua produção orgânica, incluindo cachaças, licores, açúcar mascavo, melado de cana, cacau em amêndoas, compostos de mel e própolis, sucos, óleos essenciais, café e doces, entre outros. A Biofach deste ano mostrou um aumento no número de certificadoras de comércio justo, a diminuição de intermediários na cadeia e maior demanda, por parte dos consumidores, demais transparência do processo produtivo e do nível de conhecimento dos produtores de suas práticas ambientais..
Foto: Estande do projeto OrganicsBrasil durante a última edição da Biofach na Alemanha - (Crédito: Sylvia Wachsner)
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