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Minhocas
- Minhobox
Afrânio Augusto Guimarães - Zootecnista / Minhobox
afranio@minhobox.com.br
A
Técnica
A
tecnologia Minhobox se representa em duas etapas distintas: uma
primeira, chamada de consumo, em que as minhocas transformam o substrato
da caixa em húmus, se deslocando de cima para baixo durante
o período. Ao final do consumo, insere-se o momento chave
da técnica Minhobox: a passagem das minhocas. Retira-se o
fundo estrategicamente removível da caixa e a acopla por
cima de uma outra abastecida de mais substrato. Na segunda etapa
da técnica, as minhocas se transferem naturalmente para a
caixa inferior em busca de mais alimento e umidade maior, deixando
húmus pronto e puro na caixa superior.
Comparado com o SISTEMA TRADICIONAL de minhocultura em canteiros,
o MINHOBOX apresenta certas vantagens:
ELIMINAÇÃO DO PENEIRAMENTO
Pelo sistema de criação em caixas, resolveu-se o maior
problema da minhocultura tradicional dispensando a prática
danosa do peneiramento para separar as minhocas do húmus
que produziam. Com a passagem entre caixas, a minhoca se separa
naturalmente do húmus e fica livre do peneiramento e do manejo
freqüente com ferramentas cortantes, operações
praticadas pelos métodos convencionais agressivas à
sua integridade.
MAIOR APROVEITAMENTO DO ESPAÇO
Podendo verticalizar o minhocário em baterias de até
cinco níveis, ocupa-se menos espaço do que precisa
a minhocultura tradicional: numa mesma área onde se produzem
em canteiros 15 ton de húmus por período, as caixas
garantem a produção de 45 ton mensais do adubo em
pequenos cômodos, garagens, casas desocupadas, armazéns
e galpões de criação animal desativados.
PROTEÇÃO CONTRA PREDADORES
Cobertas individualmente por uma capa e instaladas sempre em locais
fechados, as caixas são também isoladas por funis
antipredadores munidos de uma graxa bloqueadora acoplados na base
das estantes, conferindo total proteção contra seus
inimigos naturais. Em sistemas tradicionais, a vulnerabilidade aos
predadores não se decresce por valas d'água ao redor
dos canteiros ou por outros artifícios.
CONTROLE ZOOTÉCNICO EFETIVO
A minhocultura em canteiros não permite dominar a reprodução
das minhocas com precisão, em que vivem juntas sem distinção
de idade, dificultando o controle da população e,
por conseguinte, da produção. A técnica Minhobox,
que reserva caixas para alojar as colônias-mães, distintas
das caixas de multiplicação, permite a programação
mensal da produção: as caixas são registradas
em fichas individuais, a produção das colônias
é historiada em arquivos e as tarefas de rotina são
determinadas pelo calendário zootécnico.
MOBILIDADE
DO MINHOCÁRIO
O minhocultor pode usufruir de uma empilhadeira manual que conduz
as caixas dentro do minhocário e as leva ao local de beneficiamento
e embalagem. Com a propriedade de as caixas serem transportáveis,
o minhocário pode ser perfeitamente transferido sem interromper
a produção, vantagem que não se repete com
os canteiros construídos e cravados no chão.
DISPENSA DAS REIDRATAÇÕES
Desenvolveu-se uma cobertura para a caixa que promove escurecimento
de seu interior e preserva a umidade de seu conteúdo durante
a humificação sem impedir a oxigenação
do substrato, tornando desnecessárias as reidratações
periódicas. As regas freqüentes exigidas pela técnica
de canteiros a céu aberto, além de acrescentarem mão-de-obra
e gasto de água, podem ser danosas à produção.
APROVEITAMENTO MAIOR DA MATÉRIA-PRIMA
Adotando a densidade correta de minhocas e lhes oferecendo condições
favoráveis para atuação, a transformação
em caixas do substrato em húmus se torna mais completa. A
humificação no sistema convencional de minhocultura,
por se processar com maior lentidão, diminui a qualidade
do substrato e provoca um decréscimo no consumo, ocasionando
desperdícios da matéria-prima.
PROTEÇÃO DO HÚMUS CONTRA PRAGAS
O risco de infestação do húmus por ervas daninhas
nos canteiros através de sementes deixadas por fezes de pássaros,
espalhadas pelo vento ou liberadas pelos vegetais usados para cobrir
os canteiros, foi contornado pela nova tecnologia. A transformação
do substrato em húmus ocorre no ambiente isolado de cada
caixa, impedindo a incidência de pragas que, se misturadas
ao húmus, poderiam se disseminar nas culturas com ele adubadas.
SUPERPRODUÇÃO DE MINHOCAS
As caixas que abrigam as colônias-mães são povoadas
com a quantidade exata de minhocas por volume de substrato que propicia
a máxima eficiência reprodutiva. Os casulos deixados
na caixa superior da passagem entram numa prática específica
de multiplicação do Minhobox para a produção
de minhocas. Os sistemas de criação tradicionais desperdiçam
casulos e minhocas recém-nascidas que vazam junto com o húmus
durante o peneiramento.
BENEFICIAMENTO FACILITADO DO HÚMUS
Precisando beneficiar o húmus produzido pelo Minhobox, principalmente
para comercializá-lo em embalagens plásticas que o
expõem, o peneiramento do conteúdo das caixas se torna
simplificado: sem a prática vagarosa da catação
de minhocas e podendo desidratar o húmus expondo-o ao sol
ou em secador, as malhas da peneira pouco se congestionam. O peneiramento
do húmus obtido pelo sistema de canteiros fica complicado
por nem sempre estar em umidade de peneirá-lo e não
ter como desidratá-lo por conter minhocas.
PRATICIDADE NA CRIAÇÃO
Em face da simplicidade das tarefas de rotina em que se excluem
as operações de peneiramento, catação,
regas e combate aos predadores, o Minhobox reduz consideravelmente
a intensidade de serviços. A mão-de-obra se restringe
ao preparo do substrato e com o manejo da criação
apenas colhendo húmus e sobrepondo caixas.
PRODUÇÃO ASSÉPTICA
A técnica Minhobox permite que as caixas sejam higienizadas
periodicamente através de lavagens simples com solução
de sabão lhes promovendo assepsia e asseio. A criação
em caixas, que não exala mau cheiro e nem atrai insetos,
pode ser instalada até mesmo em estabelecimentos domésticos.
OBTENÇÃO DE DIETA VIVA
Pelo fato de a técnica Minhobox poder paralisar o desenvolvimento
de minhocas jovens das caixas de multiplicação no
comprimento que permite a ingestão por animais de pequeno
porte, gera-se um outro produto da minhocultura: a dieta viva na
alimentação de rãs, répteis de estimação,
peixes ornamentais, pássaros etc.
UTILIZAÇÃO DE ESPÉCIES NÃO COMERCIAIS
O manejo de produção do sistema Minhobox, que não
submete as minhocas a qualquer tipo de agressão, especialmente
ao peneiramento praticado nos sistemas de canteiros, admite experimentar
a criação de outras espécies de minhocas frágeis,
quebradiças, suscetíveis ao manuseio e muito pequenas,
diferentes das minhocas comerciais gigante africana (Eudrilus eugeniae)
e vermelha da califórnia (Eisenia fetida).
RENTABILIDADE MAIS ELEVADA
Economizando mão-de-obra com a praticidade da produção,
aproveitamento melhor a matéria-prima e obtendo produtos
mais qualificados, a rentabilidade que se alcança com a minhocultura
em caixas supera a margem de lucro gerada pela criação
de minhocas em canteiros.
O ciclo de produção do novo método de criação se divide
em duas etapas: a de consumo, quando as minhocas humificam o substrato
em 25 dias, e a de passagem, que em 5 dias as minhocas mudam naturalmente
para as caixas acopladas por baixo, abastecidas de mais alimento
e com umidade maior.
Comparado aos sistemas tradicionais de minhocultura
em canteiros, o MINHOBOX apresenta certas vantagens:
Eliminação do peneiramento
As minhocas se transferem voluntariamente da caixa consumida para
outra com mais alimento, deixando húmus pronto na caixa superior.
Preserva, portanto, as minhocas de estresse, injúrias e mortes por
não submetê-las ao peneiramento, colheita com ferramentas cortantes
e manuseio dos sistemas tradicionais de criação.
Maior aproveitamento do espaço
O sistema que permite verticalizar a disposição do minhocário
em baterias de até 5 níveis, proporciona maior e melhor aproveitamento
de espaço que em sistemas tradicionais, podendo ser aproveitados
pequenos cômodos, garagens, casas desocupadas, galpões de avicultura,
cunicultura, suinocultura e outros desativados. Na mesma área que
se produzem em canteiros 15 ton de húmus por período, o MINHOBOX
garante a produção de 45 ton de húmus mensais.
Combate eficiente a inimigos
Cobertas individualmente pelo tapa-caixa e instaladas sempre
em locais fechados, as caixas são também isoladas nas bases da estante
através de funis anti-predadores, munidos de graxa repelente, conferindo
total proteção às minhocas contra formigas, lacraias, sanguessugas
etc. Em sistemas tradicionais, a vulnerabilidade aos predadores
não se decresce por valas d'água ao redor dos canteiros ou por outros
artifícios.
Controle zootécnico efetivo
O MINHOBOX, composto de unidades pequenas, as caixas, permite
um domínio maior de observações e aí, registrá-las e controlar melhor
a atividade. O desempenho das minhocas é historiado e as colônias
são diferenciadas e catalogadas. Pelo MINHOBOX , pode-se saber,
por exemplo, que a colônia de número 128 da espécie Eisenia foetida,
nascida em fevereiro de 1991, filha da colônia 12, estava há três
meses na caixa 41, situada na bateria 19, alimentando-se de 80%
de esterco de vaca e 20% de esterco de suínos, que produziu em 30
dias, 36 Kg de húmus separados de 1,9 Kg de resíduos e que transferira
para a caixa 93. Em sistemas tradicionais, não se pode saber nem
a quantia de minhocas existentes nos canteiros, geralmente misturadas
a filhotes.
Transporte facilitado
Na necessidade de se transferir o criatório de propriedade ou
de local dentro dela, o MINHOBOX facilita a operação, já que compõe-se
de caixas transportáveis, sem provocar interrupção na produção e
quaisquer danos aos animais. E ainda, o minhocultor pode usufruir
de um acessório que conduz as caixas dentro do minhocário e as leva
ao local de beneficiamento e embalagem: o sobe-caixa.
Dispensa das reidratações
Cobertas pelo tapa-caixa, que impede o ressecamento, e abrigadas
em instalação fechada, que protege da ventilação e incidência de
luz solar direta, as caixas preservam a umidade do substrato durante
o curto período de humificação, sem necessitar que se façam reumedecimentos.
As regas freqüentes da técnica de canteiros, além de acrescentar
mão-de-obra, podem complicar o peneiramento e provocar migração
das minhocas para partes do substrato indesejáveis.
Máximo aproveitamento do substrato
O MINHOBOX, por adotar densidade populacional de minhocas superior
(maior número de minhocas por volume de matéria-prima) à que prefere
os métodos de canteiros, tem humificação em tempo reduzido, preservando
a qualidade de substrato e sendo consumida em quase a totalidade:
a percentagem de resíduos no MINHOBOX não passa de 5%, muito menor
que os 30% que se rejeitam de matéria-prima nos sistemas de canteiros.
Proteção do húmus contra pragas
Isolado pela eficiente cobertura de cada caixa do minhocário conduzido
sob a tecnologia MINHOBOX, o substrato é humificado sob proteção
contra a invasão de formas propagadoras de ervas daninhas. O húmus
obtido pela criação tradicional de minhocas fica bastante vulnerável
a receber pragas por diversas formas, como através de palhadas de
plantas daninhas que cobrem os canteiros e sementes espalhadas pelo
vento ou por fezes de passarinhos.
Maior produção de minhocas
O sistema MINHOBOX, por adotar densidade populacional mais elevada,
faz promover mais contatos entre minhocas, provocando maior incidência
de casulos, atingindo, por conseguinte, maior prolificidade. Os
casulos deixados na caixa superior da passagem entram numa prática
específica de multiplicação do MINHOBOX para se produzirem minhocas.
Os sistemas tradicionais desperdiçam casulos e minhocas recém-nascidas
que vazam junto com o húmus durante o peneiramento.
Beneficiamento facilitado do húmus
Precisando melhorar o aspecto do húmus produzido pelo MINHOBOX e
excluir dele a pouca quantia de resíduos, principalmente para comercialização
em embalagens que o expõe, o peneiramento do conteúdo das caixas
fica simplificado. Dispensa-se a prática vagarosa de catação e permite
que, por desidratação branda ao sol ou em secador, reduza a umidade
do húmus, aí sem minhocas, para evitar congestionamento das malhas
da peneira. Às vezes, o peneiramento do húmus obtido pelo sistema
de canteiros fica complicado, por nem sempre estar em umidade de
peneirá-lo e aí, não ter como desidratá-lo por conter minhocas.
Redução de mão-de-obra
Em face da simplicidade das tarefas de rotina e em especial de se
dispensar práticas constantes do sistema tradicional de canteiros
de peneiramento, catação, regas etc, o MINHOBOX reduz consideravelmente
a intensidade de serviços. Além da mão-de-obra gasta no preparo
do substrato, o trabalho no manejo da criação se restringe em apenas
colher húmus e sobrepor caixas.
Produção higiênica
As caixas de criação do MINHOBOX permitem ser higienizadas periodicamente
lavando-as com solução de sabão, conferindo-as sempre um aspecto
vistoso. A criação que não provoca mau cheiro e nem atrai insetos,
pode ser instalada até mesmo em estabelecimentos domésticos.
Dieta viva em comprimento desejável
As minhocas podem ser fornecidas vivas como parte integrante
da dieta de certos animais de porte pequeno em estágio de desenvolvimento
adequado à ingestão. Para isto, a multiplicação no MINHOBOX é suspensa
no período específico para cada tipo de animal arraçoado, em que
as minhocas atingem comprimento que não provoque regurgitação ou
rejeição na alimentação de rãs, répteis de estimação, peixes ornamentais
etc.
Utilização de espécies não
comerciais
O manejo de produção do sistema MINHOBOX, que não submete as
minhocas a qualquer tipo de contato e especialmente ao peneiramento
praticado nos sistemas de canteiros, permite que se experimente
criar outras espécies de minhocas, que não somente a gigante africana
(Eudrilus eugeniae) e vermelha da califórnia (Eisenia foetida),
de características quebradiças, suscetíveis ao manuseio, muito pequenas
etc.
Maior lucrabilidade
O sistema de minhocultura em caixas , em função da economia
de mão-de-obra no manejo da produção, da maior taxa de humificação
que aproveita melhor a matéria-prima, e de se poder praticar preços
diferenciados por obter produtos de forma seleta, alcança margem
de lucro superior à rentabilidade de sistemas tradicionais de minhocultura.
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