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SNA: projeções otimistas para a agricultura em 2012

Fernando Pimentel, diretor técnico da SNA
Caso o Brasil passe por boas condições climáticas ao longo do novo ano, o país deverá colher a maior safra de sua história, sobretudo a de grãos, com crescimento de 5% na produção de soja e milho. As projeções são da Sociedade Nacional de Agricultura. O valor bruto da produção agrícola já bateu recorde em 2011, atingindo R$ 205,8 bi, número 11,7% maior que o de 2010. Ainda assim, a crise internacional deverá dar sinais mais fortes no segundo trimestre de 2012, sobretudo no crédito de exportação, que já se mostra mais restrito.
“Mas apesar das incertezas globais, o agronegócio brasileiro segue como um dos focos de investimentos de curto e longo prazos e é uma das opções para o capital europeu e americano que busca alternativas de investimento em segmentos e países mais sustentáveis”, afirma diretor técnico SNA, Fernando Pimentel.
Das grandes culturas de importância econômica do país, salvo o arroz, que sofre com baixa rentabilidade, as demais seguem no campo positivo. “Em 2011, o trigo também não foi tão bem, mas os produtores plantam soja no verão, o que no mix deu bom resultado”, avalia Pimentel. No mais, soja, milho (verão e inverno), algodão, cana, café e laranja, apresentaram um bom resultado em 2011, salvo questões pontuais em relação ao clima.
Na avaliação geral da SNA, o balanço de 2011 é bastante positivo para a agricultura e suas cadeias. “Já completamos cinco safras sem grandes problemas climáticos e os produtores, de maneira geral, vêm se capitalizando e passaram incólumes pela crise de 2008, na verdade nem tomaram conhecimento de crise, e seguem crescendo a produtividade com o investimento em tecnologia e expansão de área”, analisa Pimentel.
Projeções para 2012
“Neste momento de crise global, não existe melhor segmento de negócio para se investir do que a agricultura. Os produtores lidam com bens essenciais, cuja demanda segue aquecida, uma vez que o estoque mundial é relativamente baixo para a maioria das commodities”, explica Pimentel. Ele acrescenta que é importante separar um pouco o produtor dos intermediários do agronegócio, como cooperativas, empresas de insumos, trading de commodities. Esses agentes, de acordo com Pimentel, estão mais expostos à crise seja pela volatilidade das commodities ou do câmbio, pois a gestão de risco dos intermediadores de negócios é mais complexa que a dos produtores rurais.
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