Presidente do BNDES anuncia elaboração de plano nacional de reformas

Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira; Maurílio Biagi, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA); Antonio Alvarenga, presidente da SNA, e Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES. Foto: SNA

 

Durante almoço comemorativo dos 121 anos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), realizado em 29 de janeiro, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, anunciou a elaboração de um plano estratégico para o Brasil.

“Precisamos de um plano nacional de longo prazo para apresentar ao Congresso. Esse é o nosso caminho. O Plano 2035 já está alinhavado no BNDES, mas queremos discuti-lo com as instituições”, declarou Castro.

“Será fundamental para elevar o nível dos debates, promover as transformações necessárias ao país e estabelecer as metas de infraestrutura, indústria, exportação e agronegócio para os próximos 17 anos”, salientou. “Chegou a hora de se mobilizar em favor do país. Precisamos de um grande grupo que assuma e pense o Brasil”.

 

AVANÇOS

Em relação ao agronegócio, Castro reconheceu os grandes avanços do setor. “Há 40 anos temos trabalhado para mudar o pensamento do país em relação ao agro, e muito foi conseguido desde então. Hoje é um setor que consegue economizar terra, recursos e mais do que triplicar a produtividade”.

O presidente do BNDES acrescentou ainda que agro, além de alavancar o país, “não está preso ao ‘manicômio’ tributário e às taxas infernais de juros”.

“Temos quase US$ 400 bilhões em reservas. É o que realmente estabiliza o Brasil. Temos estabilidade de preço e de orçamento cambial. Porém, hoje estamos travados, e o remédio para isso é a mudança”, alertou, chamando a atenção para a necessidade de implementação das reformas tributária e previdenciária – neste último caso, “em regime de capitalização”.

 

INSTITUCIONAL

Castro também elogiou a atuação das instituições públicas, entre elas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde atuou como presidente. Segundo ele, “o IBGE está realizando o maior e melhor Censo Agropecuário, que em breve deverá atingir a meta de cinco milhões de propriedades visitadas”.

O economista reconheceu ainda que “o empresariado brasileiro ainda é sacrificado por uma política presa a conceitos antigos de gestão econômica”.

 

Participando do almoço comemorativo da SNA, Rony de Oliveira, diretor da instituição; pastor Everaldo Dias Pereira e Ângela Costa, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Foto: SNA

 

ANÁLISES E AÇÕES

A proposta do plano nacional do BNDES foi bem recebida à ocasião. O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, disse que “o Brasil possui grandes desafios, mas tem potencial para avançar em várias reformas”. “Precisamos de debates e ideias para a reconstrução do país”, afirmou.

Na visão de George Teixeira Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, “o momento é oportuno ao diálogo, mas existe uma carência de discussões políticas”. Segundo ele, “o tempo é de renovação e o país precisa de união e novas ideias”.

Para o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Alvarenga, 2018 será “o ano do resgate da dignidade e da credibilidade do povo brasileiro”. Segundo ele, “é uma grande oportunidade para termos um bom presidente e um governo mais sério”.

Já o vice-presidente da SNA, Maurílio Biagi, disse acreditar numa certa indisposição por parte da sociedade brasileira para se unir e tomar iniciativas. Ele defendeu a maior participação dos empresários em investimentos no país e afirmou que a população deveria ser melhor informada sobre os acontecimentos dos cenários político e econômico. “Precisamos nos arregimentar e a partir de um trabalho de mídia esclarecer a opinião pública brasileira”.

 

CONJUNTURA

Rubem Novaes, coordenador do Conselho de Economia da SNA, afirmou que, apesar das preocupações com o contexto atual, há pontos positivos na conjuntura do país. “A inflação está muito baixa e as reservas externas nunca estiveram tão bem. Aos poucos, estamos saindo do buraco”, declarou.

“O grande ponto negativo está na desorganização das contas públicas. Aí vamos ter um grande desafio”, disse Novaes, fazendo referência à proposta do teto de gastos e à chamada “regra de ouro”, que impede o governo de emitir dívida em montante superior aos investimentos. “Essas medidas serão desrespeitadas se não forem feitas as devidas correções”, alertou.

Também participaram do almoço dos 121 anos na sede da SNA Marcelo Kieling, assessor da presidência do BNDES; Petula Nascimento, chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa; Ângela Costa, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro; Everaldo Dias Pereira, presidente do Partido Social Cristão (PSC); os economistas Leonardo Alvarenga, Roberto Fendt e Thomas Tosta de Sá; o assessor José Carlos Alcântara; o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Hélio Sirimarco; os diretores da SNA, Francisco Villela, Rui Otávio Andrade, Rony de Oliveira, Jaime Rotstein, Frederico Grechi, Márcio Sette Fortes, Claudine Bichara, Paulo Protásio, Tulio Arvelo Duran e Antonio Freitas; a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, Sylvia Wachsner; a editora da revista A Lavoura, Cristina Baran, e o editor da revista Animal Business Brasil, Luiz Octavio Pires Leal.

 

Por Equipe SNA/Rio

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp