Agricultura Orgânica
- Produção de orgânicos vai para o exterior
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Cerca de 80% da produção orgânica brasileira deverá seguir para
o exterior nos próximos anos. Hoje o Brasil comercializa em torno
de 120 milhões de dolares no exterior e apenas 20 milhões no mercado
interno, dum total de 150 milhões. A comercialização no Brasil
é feita principalmente através das grandes redes de supermercados
e nas feiras livres de produtos orgânicos. Acredita-se até o final
do ano o valor da produção brasileira de orgânicos supere os 200
milhões de dolares.
Hoje os principais mercados importadores são a Europa, Japão e
Estados Unidos. A razão da elevada procura é a maior conscientização,
principalmente do consumidor europeu e japonês quanto ao consumo
de alimentos alterados e tratados quimicamente. Em 10 anos (1987-97),
a área cultivada na Europa passou de 250 mil para 2,5 milhões
de hectares. Na Áustria, praticamente 40% da produção agrícola
é orgânica. Apesar do extraordinário aumento da produção européia,
eles não produzem quantidades suficientes de alimentos orgânicos
para atender os seus mercados. Como exemplo, a Alemanha importa
mais de 50% das suas necessidades.
Estes consumidores procuram os alimentos orgânicos como forma
a evitar produtos tratados com agrotóxicos ou que sejam transgênicos.
Nestes países já existe uma significativa produção de alimentos
alterados geneticamente, como algodão, batata, óleo de canola,
melão, milho, soja e tomate nos Estados Unidos. Algodão, batata,
óleo de canola, milho. soja e tomate na União Européia e Japão.
Deve ser salientado que nesses países, grande número de alimentos
como a batata, milho, soja, milho e tomate são processados como
matéria prima, surgindo centenas de produtos transformados que
não estampam rótulo especial avisando o seu conteúdo. Já em 1994,
chegou aos supermercados americanos o primeiro alimento modificado:
o tomate longa-vida. Hoje, muitas pipocas dos Estados Unidos são
transgênicos.
Mesmo aqui no Brasil, onde a princípio, só é permitido o plantio
de transgênicos em lavouras experimentais, em instituições autorizadas
de pesquisas, podemos adquirir estes alimentos cujos ingredientes
são modificados geneticamente. Isto foi constatado em análises
feitas numa parceria do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)
com a ONG- Greenpeace, onde examinando 42 produtos comuns nos
supermercados brasileiros, cerca de 11 deles continham ingredientes
geneticamente modificados, tendo como ingrediente o milho e a
soja.
Desta forma, há elevado potencial de exportação do milho e soja
orgânica, não somente para consumo humano, como animal, uma vez
que para a avicultura e pecuária orgânica, os criadores devem
oferecer na ração no máximo 15 e 20% respectivamente, da matéria
seca de alimentos não-orgânicos. Segundo o Eng. Agr. Silvio Roberto
Penteado, da Cati/Campinas, a exigência das certificadoras tem
causado sérios problemas para os pecuarístas que tem dificuldades
em conseguir matéria prima orgânica para fabricar as rações, fato
que deverá provocar o incremento da produção destes cereais orgânicos.
A vantagem para os produtores de grãos orgânicos, para o técnico
é que o preço tem melhor cotação e deverá sofrer menor oscilação
em relação ao convencional.
Hoje a produção brasileira de soja, acima de 5.000 toneladas tende
a aumentar, sendo 80% destinada para a exportação. O Japão já
importa do Brasil a soja, cereais e outros produtos. Geralmente
o preço do orgânico é 40% maior que o convencional, sendo que
o açucar e trigo alcançam 170 e 200%, respectivamente. O volume
atual de comercialização no mundo de 40 bilhões de dólares, deverá
elevar-se rapidamente uma vez que o consumo cresce na faixa de
5 a 50% nos principais países do mundo.
Os produtores não consideram que valores 30 a 40% sejam ágios,
porém preços justos, uma vez que produzem alimentos de qualidade,
ou sejam sadios, com sabor e aroma característicos. Geralmente
os custos do sistema orgânica são mais elevados que o convencional,
seja no emprego de maior número de mão de obra ou pelo emprego
da adubação orgânica (que tem custo de fabricação mais alto que
o químico), além de empregarem maiores recursos na preservação
do meio ambiente.
A Sociedade Nacional de Agricultura recebeu autorização
para publicar as informações contidas nesta página
Fonte: Portal AgroOrgânica.Com.Br - http://www.iea.sp.gov.br/
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