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Caatinga ocupa uma área de mais de 844 mil quilômetros quadrados, representando 11% do território nacional. Foto: Divulgação A Lavoura nº 707/2015

Uma experiência no município de Araripina, no Estado de Pernambuco, vem mudando a paisagem do Semiárido nordestino, na região do Araripe. E a mudança é para o bem, conforme reportagem da edição nº 707 da Revista A Lavoura, no ano de 2015.

A região, conhecida por ser o maior polo gipsita (produtor de gesso) do Brasil, demanda grandes quantidades de madeira para alimentar os fornos das indústrias, o que significa, atualmente, a degradação do bioma Caatinga. Mas a resposta para a salvação desse ecossistema pode estar nas plantações de eucaliptos.

COMBATE AO DESMATAMENTO

A Caatinga ocupa uma área de mais de 844 mil quilômetros quadrados, representando 11% do território nacional. Rico em biodiversidade, o bioma abriga cerca de 2.200 espécies animais e vegetais e proporciona a sobrevivência de 27 milhões de pessoas, que utilizam a Caatinga para diversas atividades econômicas, como a agrossilvicultura.

O Ministério do Meio Ambiente, apesar disso, estima que 45% de todo o território original da Caatinga já não exista mais, devido ao desmatamento.

A SOLUÇÃO

“O plantio de eucalipto é capaz de reduzir em, pelo menos, 2,6 vezes a demanda de lenha, na maioria, proveniente da vegetação nativa de Caatinga. Isso significa que em área desmatada diariamente, seria o mesmo que deixar de cortar 13 ha dos 21 ha de vegetação nativa, para desbastar apenas 8 ha de floresta energética de eucalipto”, afirma o pesquisador da Embrapa Semiárido, Marcos Antônio Drumond.

FLORESTAS ENERGÉTICAS

De acordo com ele, 100 mil hectares, na região, têm potencial para a implementação de florestas energéticas. Pois, além de já apresentarem avançado estágio de desmatamento, possuem condições climáticas e incidência de chuvas propícia para o desenvolvimento do eucalipto.

As florestas energéticas são plantadas com o objetivo de diminuir a pressão do desmatamento sobre as florestas naturais, contribuindo para o fornecimento de biomassa florestal, lenha e carvão de origem vegetal. Por esta razão, o reflorestamento para uso energético desempenha importante papel na utilização e recuperação de terras já degradadas.

RÁPIDO CRESCIMENTO

O rápido crescimento da planta de eucalipto é uma característica extremamente vantajosa para suprir a demanda por madeira em diferentes segmentos de consumo do Semiárido brasileiro.

“Aos quatro anos de idade, os híbridos testados mostraram-se viáveis para produzir madeira em nível comercial, como lenha de qualidade, ou para produção de papel e celulose, apresentando uma produtividade média de 120 mst.ha-1 (medida para madeira roliça empilhada) de lenha”, aponta Drumond.

Segundo o pesquisador, a vantagem produtiva do eucalipto sobre as demais espécies não advém apenas do seu crescimento acelerado, mas também, da sua maior capacidade de conversão de carbono em biomassa, podendo, em curto prazo, atender a grandes demandas energéticas.

IMPACTO AMBIENTAL

O eucalipto, por não ser nativo do Brasil, pode, inicialmente, causar redução na biodiversidade, alerta Drumond. “Entretanto, nossa experiência, observada na década de 1970, na região do Vale do Aço, Minas Gerais, mostrou que numa área reflorestada com eucalipto, após 16 anos sem qualquer manejo, a vegetação nativa ressurgiu entre as plantas de eucalipto, inclusive com o aparecimento de um riacho”, ressalta Drumond.

Segundo ele, o fato demonstra que o eucalipto não é uma espécie dominante, que impede o desenvolvimento de outras plantas, como se costuma divulgar. Mas o pesquisador lembra que não existe qualquer comprovação científica sobre tais afirmações, daí a importância de estudos mais detalhados sobre os corredores florestais que ajudam na manutenção da biodiversidade.

DESTAQUES

Continue lendo a reportagem completa “Salvação da Caatinga”, sem pagar nada, clicando aqui! Veja também o que mais foi destaque da edição nº 707/2015 da Revista A Lavoura.

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Fonte: Revista A Lavoura – Edição nº 707/2015

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