Agricultura digital abre caminho para a sustentabilidade

Estudo publicado na revista Nature Sustainability mostra o desenvolvimento de um sistema de gerenciamento de terras mais sustentável por meio da coleta de dados e adesão de partes interessadas.

Bruno Basso, professor da Faculdade de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Michigan e John Antle, professor de Economia Aplicada da Universidade Estadual do Oregon, ambas nos Estados Unidos, defendem a agricultura digital ou a integração do Big Data no uso de culturas e terras agrícolas.

O agro digital, disse Basso, “é onde a agricultura, a ciência, a política e a educação se cruzam”. Segundo ele, “colocar esses dados em uso requer um equilíbrio efetivo dos interesses econômicos e sociais concorrentes, minimizando as compensações”.

Para o especialista, “tecnologias como modificação genética e automação da produção agrícola ajudam a produzir mais alimentos do que precisamos para sobreviver”.

Basso afirma ainda que “as contribuições da agricultura para as emissões de gases de efeito estufa, a poluição da água e a perda de biodiversidade mostram que os principais sistemas agrícolas estão em trajetória bastante insustentável”.

Segundo o pesquisador,”à medida que a população aumenta, a demanda de energia e a poluição aumentam de acordo”.

Além disso, Basso observa que, embora os formuladores de políticas, os agricultores e os grupos ambientais falem, eles não estão necessariamente ouvindo.

“Existem muitas barreiras, muitos interesses concorrentes. Precisamos trazer as pessoas para a mesa e projetar um sistema que funcione para todos – agricultores, legisladores, sociedade e gerações futuras”.

 

Agrolink

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