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Boi: China segue como maior destino da carne brasileira

A demanda chinesa por carne bovina segue bastante aquecida neste ano. E o Brasil, que consegue ofertar uma carne de qualidade, a preços competitivos e em volumes elevados, segue fornecendo quantidades recordes da proteína ao país asiático.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em agosto, os embarques brasileiros de carne para a China somaram 130.880 toneladas, um recorde histórico representando mais da metade (57,20%) de todo o volume escoado para todos os destinos (de 228.000 toneladas).

Como comparação, em agosto de 2021, quase 106.000 toneladas foram exportadas para a China e, no mesmo mês de 2020, apenas 78.200 toneladas, ainda segundo dados da Secex.

Agentes do setor consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) estimam que os embarques devem seguir intensos nos próximos meses, tendo em vista o típico aumento nas exportações à China no segundo semestre, para a formação de estoques.

 

Suínos: poder de compra do produtor recua em relação ao milho e farelo de soja

O poder de compra do suinocultor independente, aquele que não trabalha de forma integrada com as grandes agroindústrias, voltou a cair na parcial deste mês de setembro (até o dia 20) em relação a agosto, indicou o Cepea em relatório. O motivo, segundo o centro de estudos, foi a valorização do milho e do farelo de soja, acompanhada da desvalorização do preço do suíno vivo pago ao produtor.

Na média de setembro, o suíno vivo tem sido negociado por R$ 6,96 o quilo na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), com queda de 3,90% em relação a agosto, mas 0,60% acima da média de setembro do ano passado. No oeste catarinense, o animal é comercializado por R$ 6,44/kg em média, com queda de 4% em relação ao mês anterior e de 1,60% abaixo da média do mesmo período do ano passado.

Considerando o suíno negociado na região SP-5 e os insumos comercializados no mercado de lotes em Campinas (SP), o suinocultor paulista pode comprar 5,02 quilos de milho com a venda de 1 quilo de animal na parcial de setembro, volume 5,50% menor que a de agosto, porém 10,80% maior que ao do mesmo mês de 2021. De farelo de soja, o suinocultor consegue adquirir 2,67 quilos, queda mensal de 4,90% e anual de 8,10%.

Para o produtor catarinense, o cenário não foi diferente, informou o Cepea. No estado, ele consegue comprar 4,37 quilos de milho com a venda de 1 quilo de animal na parcial de setembro, volume 2,40% menor do o do mês passado, mas ainda 6,20% superior ao de setembro de 2021. De farelo de soja, o produtor pode adquirir 2,62 quilos em setembro, com queda mensal de 1,20% e anual de 9,90%.

A relação de troca piorou porque, segundo o Cepea, o preço do milho subiu no mercado interno, com o forte ritmo de exportações, a alta no preço externo do grão e a perspectiva de menor produção mundial.

Em Campinas (SP), base do indicador do milho Cepea, a saca de 60 kg tem sido negociada pela média de R$ 83,82 na parcial de setembro, com aumento de 1,60% em relação a agosto, mas 9,30% menor do que o preço médio registrado no mesmo período de 2021.

No mercado de lotes da região de Chapecó (SC), a alta mensal foi de 0,30%, com o cereal cotado a R$ 90,53/saca de 60 kg na média parcial de setembro, já no comparativo anual, é de queda de 5,20%.

Quanto ao farelo de soja, os preços no mercado paulista registram alta de 0,80% na parcial deste mês em relação a agosto, com a tonelada do produto cotada a R$ 2.625,28/tonelada em setembro. No comparativo anual, o aumento é de 9,40%.

Já em Chapecó (SC), o recuo de 0,80% no preço do derivado em setembro, com a tonelada sendo negociada à média de R$ 2.520,95, não foi o suficiente para conter a perda do poder de compra do suinocultor catarinense na parcial deste mês.

Fonte: Cepea
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