Novos produtos ganham força na exportação

Produtos agropecuários menos tradicionais na balança comercial brasileira como cera, mel, lácteos, chás, mate e especiarias têm aumentado a participação nas exportações do país e ajudado a impulsionar os embarques do setor, liderados por grãos e derivados, carnes, produtos florestais, açúcar e etanol e café.

É o que destaca a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que mantém um projeto de promoção dessa cesta de produtos no exterior, além de frutas e pescados, ainda carentes de mercados em outros países.

Os produtos apícolas puxam a lista de novidades, com incrementos de 82,70% no valor e de 87% no volume das exportações em julho na comparação com o mesmo mês de 2019. Nos sete primeiros meses do ano já foram exportadas 25.000 toneladas de cera e mel brasileiros, aumento de 80% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.

Segundo os dados compilados pela CNA, os principais clientes desses produtos no exterior são os Estados Unidos, a União Europeia e a Austrália. Os negócios em 2020 já renderam US$ 56 milhões, com aumento de 40%.

Mesmo com as dificuldades para engrenar as exportações para a China, por exemplo, as vendas de lácteos brasileiros no exterior também têm melhorado.

A receita gerada pelo embarque de 3.000 toneladas desses produtos em julho foi 51% maior que no mesmo mês do ano passado, chegando a US$ 6.7 milhões. O desempenho foi puxado por queijos, leite condensado e leite modificado, de acordo com a entidade.

No acumulado do ano, o aumento das vendas chegou a 23% em valor, para US$ 40 milhões, e 22% em volume, para 17.400 toneladas. No período, houve destaque também para os embarques de leite em pó e creme de leite.

“No caso do leite em pó, o grande volume exportado para a Argélia em janeiro desse ano foi a principal razão para o aumento de US$ 2.8 milhões nas vendas do produto nos primeiros sete meses de 2020”, informou o comunicado técnico da CNA. Venezuela, Argentina, República Dominicana, Catar e Paraguai são outros compradores do Brasil nesse segmento.

Também aumentou o volume e o valor exportado de chás, especiarias e mate. No mês passado, os embarques avançaram 53% em relação a julho de 2019 e chegaram a US$ 30.4 milhões, ou 17.000 toneladas. Nos sete primeiros meses de 2020, já foram comercializadas 104.000 toneladas, que renderam US$ 203 milhões, cerca de 20% a mais que no ano passado.

A pimenta do reino é o carro-chefe nessa área. No ano, as exportações mensais foram sempre superiores a US$ 12 milhões. O mate também apresentou variação positiva em julho. Na contramão está apenas o chá verde.

Os principais destinos dos produtos do segmento no ano foram a União Europeia (US$ 38.3 milhões), Uruguai (US$ 37.2 milhões) e EUA (US$ 32.5 milhões).

Apesar das altas nos volumes embarcados em julho, frutas e pescados ainda apresentam quedas expressivas no acumulado do ano.

 

Fonte: Valor Econômico

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp