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O plantio da safra 2022/23 de soja em Mato Grosso atingiu na última sexta-feira, 98,96% da área estimada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os trabalhos estão atrasados em relação ao mesmo período do ano passado (99,81%). Algumas regiões do estado já concluíram o plantio, caso do centro-sul, médio-norte, noroeste, norte e oeste. O nordeste tem 94,64% da área plantada e o sudeste 99,75%.

Já o custeio da safra de soja para a temporada 2023/24 caiu 2,68% em relação ao ciclo anterior, estimado em R$ 4.778,46 por hectare, informou o Imea. A queda resultou principalmente no recuo dos preços das sementes (- 12,55%) e dos fertilizantes e corretivos (- 15,68%) comparados com a safra passada.

Em compensação, o custo operacional total (COT) registrou um aumento de 4,81% no comparativo entre as temporadas, estimado em R$ 6.872,58 por hectare. Segundo o Imea, a alta está atrelada à elevação anual nos preços dos maquinários, implementos, equipamentos e benfeitorias, que se refletiu no custo com manutenção e depreciação.

Para que o produtor cubra pelo menos o custeio é necessário que venda a sua soja a R$ 80,98/saca. Já para garantir o COT, o ponto de equilíbrio passa a ser de R$ 116,47/saca, valor abaixo do registrado na paridade para o contrato de março de 2024.

Milho e fertilizantes

Ainda segundo o Imea, o custeio da produção de milho para o ciclo 2022/23 em Mato Grosso caiu 0,31% em relação ao mês anterior, para R$ 3.355,76 por hectare,.”Esse movimento ocorreu em virtude da menor demanda por fertilizantes no mercado internacional, que impactou nas cotações desses produtos no Estado”, informou o instituto.

Apesar da redução dos preços dos fertilizantes e do favorecimento das relações de troca (barter) para o produtor, o Imea constatou que a comercialização do adubo para a próxima safra do cereal está atrasada em 8,20% em relação ao ciclo 2021/22, com 74,96% do total negociado.

“Uma parcela de produtores segue aguardando melhores oportunidades de negócio para travar seus custos, contudo, com a aproximação do início da semeadura do milho, a tendência é que essas negociações se intensifiquem nos próximos meses”, indicou o instituto.

Fonte: Broadcast Agro
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