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Na apresentação de lançamento do ecossistema de startups voltado para investimento e desenvolvimento do agro, o SNASH, a advogada e professora da USP, Gabriela Palhares, do escritório Verano Advogados, trouxe um olhar diferente enfatizando a importância do aspecto jurídico no sucesso do negócio. Gabriela esclareceu também sobre o tema de Open Innovation que norteia o surgimento e o desenvolvimento de startups. A primeira parte do painel contou ainda com a participação do diretor executivo do hub, Leonardo Alvarenga, que elencou os benefícios que as startups que estão abrigadas no hub terão.

Gabriela Palhares abriu sua participação elogiando a habilidade do presidente Antonio Alvarenga e do diretor da SNASH Leonardo Alvarenga em conectar pessoas e gerar novos negócios. “O simples fato de estar aqui já abre muitas portas para as startups. Concatenar pessoas tão diferentes e tão necessárias em um ambiente de inovação é o maior ganho que a SNA está trazendo com o hub. Pensando no tema de Open Innovation/Inovação Aberta isso é muito importante porque a Inovação Aberta é a gente pegar ideias que não são do nosso ambiente tradicional, conversar com outros stakeholders e conseguir trazer soluções para dentro. Isso vale para a academia, governo e grandes empresas. Esse movimento de inovação aberta é de aproximação de quaisquer instituições do mundo com a sociedade, da cultura nova que gera soluções para problemas”.

De acordo com a advogada, as startups surgiram na lacuna deixada por grandes empresas tradicionais que não conseguiram acompanhar a cultura da sociedade que passou a demandar novas soluções para problemas que grandes empresas, governo ou academia nunca imaginaram que iriam existir. “Precisaram criar novas soluções de uma maneira muito rápida e daí que veio a startup. Elas são um fenômeno natural e foi percebido que as grandes empresas também precisam das startups para conseguir chegar no mercado. Até o governo também precisa acessar os clientes do governo”.

Essa reunião de parceiros e a necessidade de interação de instituições distintas fomentada pelo conceito de Inovação Aberta ampliou o papel do advogado criando a necessidade de uma estratégia jurídica. “Se estamos rearranjando a sociedade, a gente está gerando novas demandas de regulação e novas adaptações do governo que geram mais regulação. Então a gente também precisa atrelar o Direito na ponta da estratégia. Temos que pensar no Open Innovation para escalar e expandir o seu negócio e também precisamos alinhar internamente questões de várias áreas incluindo a parte jurídica”.

Gabriela Palhares lembrou que as grandes empresas muitas vezes dificultam o ganho de desenvolvimento de inovação aberta ao não colocarem o Diretor Jurídico dentro da conversa que o Diretor de Novos Negócios está fazendo. Segundo ela, o mesmo ocorre no governo e no universo acadêmico. “No meu ponto de vista da parte do Direito essa é a maior dica que eu posso dar. Na hora de pensar na estratégia chamar alguns representantes de outros setores para fazer isso junto com o pessoal que depois vai ajudar a legislar”, disse.

A advogada está auxiliando no processo de estruturação da SNASH que trará uma série de benefícios para o desenvolvimento deste novo modelo de empresa: as startups.  Dois andares da sede da SNA no Centro do Rio de Janeiro estarão abertos para utilização das unidades físicas – estações de trabalho, salas de reunião, eletricidade, internet subsidiadas -, bem como o campus de laboratório na Penha. Startups de todo o Brasil serão bem-vindas no guarda-chuva do SNASH.

“Estamos sediados no Rio de Janeiro, mas nossa atuação será nacional e internacional, tanto que das startups que estão hoje no SNASH muitas são de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Centro Oeste, Nordeste e Rio de Janeiro também. A gente quer fortalece-las para que elas consigam competir nacionalmente e internacionalmente. Nosso foco são agtechs e foodtechs, mas startups de fora também podem participar”, explicou o diretor executivo da SNASH, Leonardo Alvarenga, que aproveitou a ocasião para explicar a origem da criação do ecossistema de inovação.

“A gente investigou que hoje não tem nenhum ambiente de inovação do agronegócio no Estado do Rio de Janeiro e é isso que a gente quer resolver fazendo projetos, eventos, gerar negócios entre si e parcerias. Percebemos também que não existe integração entre os diferentes hubs do Brasil e isso é um problema. É como se fosse um Game of Thrones onde cada um tem seu reino, e nenhum conversa entre si. A gente quer uma rede de integração dos hubs do Brasil. Elas não têm que competir, elas têm que se integrar. Por fim, um dos problemas que nós afetam é a dificuldade de financiamento para poder investir, gastar e se desenvolver”.

Diante da constatação, a SNASH colocou como objetivos gerar oportunidade de negócios e parcerias, criar um ambiente de interação com startups, grandes empresas, centros de pesquisa e governo onde elas tenham um espaço físico ou virtual para que possam gerar negócios, e possam fazer parcerias para que gerem negócios entre si, trabalhar em conjunto e crescer.

“Pretendemos também captar investimentos. Vamos abrir um fundo de investimentos e colocar dinheiro tanto da SNA quanto de terceiros para que elas possam se capitalizar e se desenvolver melhor. Outra coisa também muito importante para as startups que vamos apoiar é a solução de problemas legais e regulatórios porque, muitas vezes, as startups não conseguem caminhar tão rápido quanto a tecnologia e a inovação. E por fim, faremos o trabalho de fomento à pesquisa e inovação”, concluiu.

O SNASH vai oferecer, além das instalações físicas, as conexões que a SNA tem com grandes produtores, empresários, grandes companhias, cooperativas, e governo, além de consultorias com especialistas, divulgação através dos canais da SNA; a revista A Lavoura, ABB e o portal da SNA e ainda a faculdade SNA Digital onde serão oferecidos cursos de especialização.

Equipe SNA
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